Newsletter nº 268  -  Ano VI  -  31 de Julho de 2006

  

 

O SUCESSO DAS FRANQUIAS

           Desde o final da década de 90, com a intensificação da atuação internacional no mercado brasileiro e a aposta, bem sucedida, das corporações na cultura da Marca, o sistema de franquias vem sendo utilizado no Brasil como estratégia de crescimento e expansão.

           O negócio possibilita desde a retenção de profissionais mais experientes e criativos até uma redução de custo e melhoria significativa da eficiência fiscal. O maior ganho, no entanto, é o alinhamento de interesses e o compartilhamento de risco ao longo do projeto, uma vez que as unidades franqueadas são unidades autônomas.

           Para os que ainda suspeitam da potencialidade do setor, os números impressionam!

           Enquanto no ano de 2005 o Produto Interno Bruto brasileiro cresceu 2,3% (já descontada a inflação) o setor de franquias registrou um crescimento médio de 13,3%. Hoje temos 971 redes e 61.500 mil unidades espalhadas por todo País, totalizando um faturamento de 35,8 bilhões de reais (2% do PIB nacional). O segmento emprega 550.000 mil trabalhadores, 36% a mais do que o setor bancário empregava ao final de 2005.

          Nos Estados Unidos, existem atualmente 760.000 mil unidades franqueadas, que movimentam 3,4 trilhões de reais, duas vezes o PIB brasileiro. Estes números mostram as perspectivas do setor que já a bastante tempo se movimenta num ciclo virtuoso.  

          O sucesso do modelo chamou atenção também das empresas públicas que já o utilizam para melhorar seus resultados e capilarizar suas atuações. Exemplos visíveis são:

  •            Correio e BR Distribuidora, empresa da Petrobrás.

          Como em qualquer negócio, o sucesso de uma rede de franquias decorre de sua perfeita formatação e de avaliações precisas acerca de imposições contratuais do tipo:

  • Investimento mínimo inicial para o franqueado colocar o negócio em funcionamento;

  • Menor capital de giro que o candidato deve ter em mãos para cobrir as variações de caixa da empresa e o pagamento das despesas até o negócio engrenar;

  • Taxa mínima que o franqueado precisa pagar ao franqueador pelo direito de uso da marca e pela formatação do negócio;

  • Taxa mínima mensal dos royalties, pagos como forma de remuneração pelos serviços prestados pelo franqueador (treinamento, apoio logístico, desenvolvimento de produtos, etc...);

  • Média de funcionários e área da unidade, indicadores que mostram o espaço necessário para implantar a menor loja da rede e o número de empregados necessários para ela funcionar de modo adequado;

  • Taxa de publicidade, que consiste na contribuição paga pelo franqueado para o fundo de propaganda da rede.

          Algo que pode azeitar ainda mais o modelo, diante da escassez de crédito e dos juros escorchastes vigentes no País, é a constituição de um consórcio de franquias, sobre o qual trataremos de forma mais detalhada na próxima edição.

 

Rafael Hoerbe Soares
Área de Negócios
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