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Newsletter nº 272 - Ano VI - 26 de Setembro de 2006 |
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A INOVAÇÃO COMO MARCA O que torna uma empresa apaixonante? Quantas são as empresas que tem a capacidade de manter essa paixão ao longo dos anos? O fato é que a inovação parece ser a resposta comum para essas questões, inovar é o melhor caminho para manter acessa a chama que alimenta a paixão das pessoas pelos produtos e serviços da sua empresa. Imagine o cantor que vira dono de um só sucesso? Imagine a fabrica que lançou um produto revolucionário como o Viagra por exemplo, e apesar de todo o sucesso mundial resolvesse que aquele sucesso já bastava. Darwin nos ensinou que o caminho da sobrevivência é antes de mais nada, o caminho da capacidade de se reinventar, é exatamente isso que fazemos desde o momento em que o ser se revela no seu fragmento conceptivo. Ao mesmo tempo temos sempre uma dificuldade de mudança, que quase sempre é tão forte quanto a nossa necessidade de mudar é sem dúvida um processo dialético, onde enfrentar as necessárias alterações se produz como um novo invento, trilhando-se assim o caminho pelo desconhecido, e na nossa racionalidade cartesiana, acabamos nos esquecendo que desde a nossa origem, são as mudanças que edificam o processo evolutivo; o ser nunca está pronto e acabado, ele, enquanto vive, é uma constante mutação. O medo do novo, é que muitas vezes acaba por condenar empresas e essas acabam sempre condenando outras milhares de A Ordem Econômica brasileira é regrada na nossa Magna Carta, tendo como princípio a Livre Iniciativa. A Constituição Federal em seu artigo 170, assim dispõe que a “ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos uma existência digna, conforme os ditames da justiça social”. Logo entendemos que não só o Estado, mas toda a sociedade organizada, por seu meio ou pela iniciativa privada tem o dever Constitucional de promover a dignidade humana. A manutenção dos empregos, bem como a geração de novos por meio da iniciativa privada é um objetivo constitucional, e o papel da Magna Carta é dizer a todos da sociedade onde e pra onde queremos ir, ela é o texto mestre a guiar as nossas diferenças humanas. A internacionalização das relações comerciais acentua a necessidade da manutenção e geração de postos de trabalho, seja por conta da perda na medida que a concorrência não é local e sim internacional, seja pela substituição do homem pela máquina, em processos irreversíveis de melhoras nos resultados financeiros das empresas, afinal as empresas privadas se orientam também pelo princípio da eficiência, não o previsto no artigo 37 da Magna Carta, mas o que norteia toda e qualquer livre iniciativa no capitalismo, onde o lucro cabe ao investidor e a produtividade ao trabalhador. A inovação nos processos produtivos é um caminho obrigatório, e encontra-se incentivado através de diversos diplomas legais, basta que as empresas se apoderem dessas normas e passem a tirar proveito desses estímulos. Nesse instante o seu concorrente esta pensando em como lhe ultrapassar na dura corrida do mercado, como fazer para que um novo lançamento iniba a sua participação do mercado? E o mais grave é que hoje a concorrência não é local, mas sim internacional, ou até mesmo ela não nem mesmo no mesmo produto. Vamos tomar por exemplo os fabricantes de maquinas de lavar roupa, que passam a ter o celular como concorrentes seus, sim, mas alguém logo me perguntaria e desde quando se usa o celular pra lavar roupa? Ora desde que o mesmo passou a ser objeto de desejo por toda uma camada social, e que pensa nele como item de moda e de utilidade além de muitos ainda o verem como símbolo de status? Tudo isso lembrando que a renda não cresceu, ou seja o mesmo salário tem de definir o que comprar, a maquina ou o celular? Agora veja os números do faturamento e responda por si só essa questão. Logo inovar é saber criar soluções para necessidades que antes nem pensávamos ter. È importante que a sua empresa esteja preparada para esse investimento e que saiba utilizar os incentivos fiscais disponíveis para tanto, pois é o domínio do conhecimento e utilidade da informação que vão contar a história de vencedores e vencidos. As Leis 10.973, de dezembro de 2004 e 11.196 de 2005, são apenas uma pequena amostra de como utilizar os incentivos fiscais para aperfeiçoar o seu negócio. Juntas são mais de 200 artigos, um cipoal legal que para quem não exerce o domínio passa de aliado a inimigo. Portanto quando pensar em inovar tenha do seu lado quem domina a legislação e vê nesses tortuosos diplomas legais um caminho seguro para ampliar a sua participação no mercado e traduzir investimentos em resultados positivos.
Charles Machado
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