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Newsletter nº 273 - Ano VI - 10 de Outubro de 2006 |
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GOVERNANÇA TRIBUTÁRIA Quando o assunto é estrutura tributária alguns números nos permitem visualizar que o caos extrapola as fronteiras da elevada carga tributária, cujo último levantamento aponta para 37,37% do PIB. No País, desde o nascimento da Constituição foram criadas 3,5 milhões de leis, das quais, 229 mil modificam o cenário tributário brasileiro. Em 18 anos experimentamos 12 emendas constitucionais que assumiram o papel de reforma tributária e por óbvio representaram na prática, aumento de tributo. Tamanha volúpia é agravada pela péssima qualidade do produto legislativo, o qual gera dificuldades de interpretação e aplicação no cotidiano de todos cidadãos, especialmente das empresas. Pasmem, recentemente, o Secretário-Adjunto da Receita Federal senhor Ricardo Pinheiro declarou que a Receita está completamente perdida em relação ao PIS/COFINS não cumulativos. E não nos esqueçamos do Poder Judiciário. Politizado, lento, ineficiente e algo ainda mais preocupante: instável e imprevisível! Somente nos últimos anos 17 questões tributárias relevantes sob o aspecto financeiro foram ou estão sendo revistas. Como exemplos deste vai e vem temos: Créditos de IPI decorrentes de insumos isentos, exclusão do ICMS da base do PIS/COFINS e o crédito prêmio de IPI. Por óbvio que este quadro trouxe ao mundo dos negócios a necessidade de alteração e adequação de suas políticas tributárias. As empresas brasileiras investem anualmente R$ 30 bilhões para acompanhar a questão tributária e a dinâmica na composição destes investimentos mostra a nova tendência. A gestão de passivos ainda ocupa a 1ª posição, no entanto, ano a ano vem cedendo espaço para ações preventivas e de dimensionamento. Os projetos de preventivo fiscal atuam na identificação de vulnerabilidades, análise de riscos e orientação acerca das melhores práticas jurídicas e contábeis, visando imprimir maior transparência e segurança ao cotidiano. Por sua vez, o dimensionamento tributário é a nova menina dos olhos de ouro do mundo corporativo, isto porque estende ao campo fiscal a política da busca pela eficiência e qualidade! A substância da idéia é o aproveitamento cheio das oportunidades legais a disposição da empresa, contendo gastos, reduzindo custos. Estes modelos inovam pela sustentabilidade jurídica e contábil de seus resultados.
Rafael Hoerbe Soares
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