Newsletter nº 290  -  Ano VII  -  21 de Junho de 2007

  

 

 

 

AUTISMO

 

     O autismo foi descrito pela primeira vez em 1943 pelo médico austríaco Leo Kanner, trabalhando no Johns Hopkins Hospital, em seu artigo “Autistic disturbance of affective contact”, na revista "Nervous Child", vol. 2, p. 217-250. No mesmo ano, o também austríaco Hans Asperger descreveu, em sua tese de doutorado, a psicopatia autista da infância. Embora ambos fossem austríacos, devido à II Guerra Mundial, não se conheciam.

     A palavra "autismo" foi cunhada por Eugene Bleuler, em 1911, para descrever um sintoma da esquizofrenia, que definiu como sendo uma "fuga da realidade". Kanner e Asperger usaram a palavra para dar nome aos sintomas que observavam em seus pacientes.

     O trabalho de Asperger só veio a se tornar conhecido nos anos 1970, quando a médica inglesa Lorna Wing traduziu seu trabalho para o inglês. Foi a partir daí que um tipo de autismo de alto desempenho passou a ser denominado síndrome de Asperger.

     Nos anos 1950 e 1960, o psicólogo Bruno Bettelheim afirmou que a causa do autismo seria a indiferença da mãe, que denominou de "mãe-geladeira'". Nos anos 1970 essa teoria foi posta por terra e passou-se a pesquisar as causas do autismo. Hoje, acredita-se que o autismo esteja ligado a causas genéticas associadas a causas ambientais. Dentre possíveis causas ambientais, a contaminação por mercúrio tem sido apontada por militantes da causa do autismo como forte candidata, assim como problemas na gestação.

     Em 1972 nos Estados Unidos é reconhecido o programa TEACCH – The Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handicapped Children (em português: Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits Relacionados com a Comunicação) criado por Eric Schopler Professor de psicologia e diretor desse programa da Universidade da Carolina do Norte até 1994. Um dos pontos principais desse método é a colaboração entre equipe educadora e a família.

     A partir de 1980 com a 3ª edicão do Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM III) é introduzido o capitulo dedicado a Distúrbio Generalizado do Desenvolvimento no qual o autismo passa a estar.

     O autismo é uma alteração cerebral uma desordem que compromete o desenvolvimento psiconeurológico e afeta a capacidade da pessoa se comunicar, compreender e falar,afeta seu convívio social. O autismo infantil é um transtorno do desenvolvimento que manifesta-se antes dos 3 anos de idade, e é mais comum em meninos que em meninas e não necessariamente é acompanhado de retardo mental pois, existem casos de crianças que apresentam inteligência e fala intacta.  Existe também o Transtorno Desintegrativo do Desenvolvimento que difere do autismo infantil por evidenciar-se somente depois dos 3 anos de idade, referir-se a um desenvolvimento anormal e prejudicado e não preencher todos os critérios de diagnóstico. O autismo atípico surge mais freqüentemente em indivíduos com deficiência mental profunda e em indivíduos com um grave transtorno específico do desenvolvimento da recepção da linguagem.

     Por ainda não ter uma causa específica definida, é chamado de Síndrome (conjunto de sintomas) e como em qualquer síndrome o grau de comprometimento pode variar do mais severo ao mais brando e atinge todas as classes sociais, em todo o mundo.

     A maioria dos sintomas está presente nos primeiros anos de vida da criança. Dentre os sintomas mais comuns destacam-se:   dificuldade de relacionamento com outras crianças,  riso inapropriado,  pouco ou nenhum contato visual , não quer ser tocado,  isolamento, modos arredios,  gira objetos,  cheira ou lambe os brinquedos, inapropriada fixação em objetos,  perceptível iteratividade ou extrema inatividade, ausência de resposta aos métodos normal de ensino aparente insensibilidade à dor,  acessos de raiva - demonstra extrema aflição sem razão aparente,  procedimento com poses bizarras (fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após tocá-la de uma determina maneira),  ecolalia (repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal),  insistência em repetição, resistência à mudança de rotina,  age como se estivesse surda,  dificuldade de comunicação em expressar necessidades - usa gesticular e apontar no lugar de palavras,  não tem real noção do perigo, irregular habilidade motora - pode não querer chutar uma bola, mas pode arrumar blocos.

     Há alguns anos, as alterações de linguagem apresentadas por autistas foram consideradas apenas uma característica do transtorno, porém, atualmente as questões de linguagem são consideradas como um dos principais problemas do Autismo. A causa específica do autismo ainda é desconhecida, mais há várias suspeitas de que podem compreender alguns desses fatores tais como:  influência genética, vírus, toxinas e poluição, desordens metabólicas, intolerância imunológica, infecções virais e grandes doses de antibióticos nos primeiros 3 anos.

     A Medicina Alternativa Complementar, pode ajudar pessoas com autismo. Ao verificar qual foi o dano causado no organismo (seja no sistema imunológico, alergias ou outros problemas) e trabalhar na busca de uma solução. Existem dietas, tratamentos farmacológicos e terapias que em conjunto podem auxiliar a solucionar ou amenizar situações graves. E todo e qualquer tratamento iniciado precocemente terá melhores resultados. O tratamento mais adequado para crianças autistas inclui escolas especializadas e apoio dos pais. Elas geralmente se desenvolvem melhor em instituições educacionais bem estruturadas, em que professores têm experiência com autismo. Programas comportamentais podem reduzir a irritabilidade, os acessos de agressividade, os medos e os rituais, assim como promover um desenvolvimento mais apropriado.

     Autismo Infantil é o único representante oficial do laboratório Great Plains no Brasil. Através do site Autismo Infantil, se tem acesso ao mundo de informação sobre autismo, e como se pode intervir ajudando a um filho enquanto ele ainda é novinho e mais fácil de responder aos tratamentos oferecidos pelo Laboratório Great Plains. O Laboratório Great Plains é o líder mundial em teste (exame) de acidez orgânica, e em níveis anormais de influência e outros componentes que fazem os sintomas do autismo piorarem. Oferecem consultas gratuitas por telefone para ajudar a interpretar os resultados desses testes e achar o melhor meio de tratamento. O Laboratório Great Plains é localizado em Lenexa, subúrbio de Kansas City, Estados Unidos e conta com um time completo de bioquímicos e técnicos de laboratório com excelente experiência, especialistas em consultas em nutrição, e representantes que trazem um excelente serviço ao cliente. Ajudam clientes de todas as partes dos Estados Unidos e de todas as partes do mundo a alcançar seu potencial, e ter uma vida mais saudável. Para fazer um teste no laboratório, não é necessário viajar para Kansas City. Os pais ou o médico podem pedir um pacote de análises entrando em contato imediatamente com o escritório no Brasil, por telefone ou e-mail, pedir um kit de teste ou clarear alguma dúvida que possa ter. Será enviados o pacote com informação completa sobre as análises, como coletar as amostras, como enviá-las etc. E antes de enviar é muito importante que se obtenha permissão do médico. As despesas de remessas enviadas para localidades nos Estados Unidos são pagas pelo laboratório, e o laboratório planeja, no futuro, pagar pelas remessas internacionais. Quando for concluída a análise, serão enviadas para o médico com a devida interpretação.

Para obter maiores informações acesse ao site:  www.autismoinfantil.com.br  

Claudete Silvia de Oliveira Mello
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