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Newsletter nº 292 - Ano VII - 24 de Julho de 2007 |
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BIPOLARIDADE
Bipolaridade significa existência de dois pólos contrários num corpo. Distúrbio bipolar seria oscilações entre os dois pólos ou ainda, podemos definir o distúrbio bipolar como uma forma de distúrbio de humor que caracteriza-se pela variação do humor entre uma fase maníaca ou hipomania, hiperatividade e grande imaginação, e, uma fase de depressão, de inibição, lentidão para conceber idéias e realizar, e ansiedade ou tristeza. Estes sintomas juntos são conhecidos como depressão maníaca que foi inicialmente descrito, clinicamente, no final do século XIX pelo psiquiatra Emil Kraepelin. O distúrbio bipolar do humor, também conhecido como maníaco-depressão, é uma doença caracterizada por episódios repetidos de mania e depressão. Uma pessoa com transtorno bipolar está sujeita a episódios de extrema alegria, euforia e humor excessivamente elevado e também a episódios de humor muito baixo e desespero. Entre os episódios, é comum que passe por períodos de normalidade. A natureza e duração dos episódios variam de uma pessoa para outra, tanto em intensidade quanto em duração. Nos casos muito graves, pode haver risco pessoal e patrimonial. O paciente de bipolaridade pode chegar ao extremo da depressão seguida de suicídio, e no outro extremo de euforia tentar escrever um livro num só dia. Saber lidar com as situações extremas é a maior dificuldade e mesmo quem convive com um bipolar sente dificuldade em distinguir sua aflição ou sua alegria durante a euforia. Diagnosticar precisamente a doença é muito difícil, mesmo para o profissional da saúde que acompanha há longo tempo o paciente uma vez que os sintomas são parecidos a humor normal ou a um cansaço ou tristeza O transtorno bipolar é, hoje, perfeitamente tratável devido ao uso de medicamentos adequados e de apoio psicológico, é possível atravessar períodos longos de saúde e ter vida plena. O tratamento exige acompanhamento profissional, o uso fiel e bem monitorado dos medicamentos adequados e o comprometimento do paciente em buscar para si uma vida melhor. O apoio e a compreensão da família ou de amigos chegados são de grande valia ao doente que são pessoas úteis à comunidade em que vivem, porém, podem ser marginalizadas pela patologia que apresentam. Para o neurocientista Iván Izquierdo, o livro “Temperamento forte e bipolaridade “ do psiquiatra gaúcho Diogo Lara, dá um enfoque novo partindo da análise de algo que parecia esquecido na psiquiatria moderna, o temperamento, e examina a bipolaridade à luz desta questão constituíndo segundo Iván, material de reflexão para sociólogos e quem mais se interessar na estrutura da sociedade atual que o autor do livro qualifica, com razões, como sendo bipolar. Em entrevista a Revista Época, Diogo Lara afirma que “o bipolar está alegre demais num momento e passa rapidamente e sem motivo para a depressão e a apatia”. Segundo ele, oscilações de humor fora de sintonia com que está acontecendo é sintoma de distúrbio bipolar e é uma epidemia mundial, porém, as pessoas ainda não a reconhecem. O comportamento é influenciado por alterações químicas no cérebro de quem tem altos e baixos no humor. Há níveis da doença e o mais grave é a bipolaridade do tipo I em que os excessos de humor podem levar a sérias conseqüências. Para Diogo, de 10% a 15% dos que têm tratamento inadequado tentam o suicídio, de maneira mais impulsiva do que planejada e que a contribuição genética é de pelo menos 50% Diogo afirma que há um lado positivo do temperamento bipolar pois pode favorecer a ousadia, a curiosidade, a inovação, a sexualidade e que pessoas de projeção têm essas características. Personalidades como Cazuza e Elis Regina são citadas como típicas do comportamento bipolar. Para a Dra. Rogéria Recondo, o livro do Dr. Diogo Lara tem como objetivo alertar para o diagnóstico adequado dos transtornos bipolares dos tipos II, III e IV, os quais podem ser confundidos com outros diagnósticos psiquiátricos, e, também esclarecer a pacientes e familiares sobre o transtorno, desmistificando-o. Finalmente, vale ressaltar que os vários estudos apontam que a presença de bipolaridade é mais freqüente entre artistas, estudiosos, políticos do que na população em geral, e que essa “tendência” tem a ver com o espírito inovador e o temperamento emocionalmente intenso, curioso e empreendedor. Pessoas famosas que acredita-se terem sofrido de distúrbio bipolar: Agatha Christie, escritora, Hans Christian Andersen, escritor Adam Ant, músico Charles Pierre Baudelaire, escritor e poeta Thomas Lovell Beddoes, poeta e dramaturgo, Ludwig van Beethoven, compositor, Hector Berlioz, compositor, Ludwig Boltzmann, físico e matemático, Lord Byron, poeta, Winston Churchill, político, Primeiro Ministro da Inglaterra, Charles Dickens, escritor, Richard Dreyfuss, ator, Ralph Waldo Emerson, autor, poeta e filósofo, Francis Scott Key Fitzgerald, escritor, William Faulkner, escritor, Johann Goethe, escritor, Ernest Hemingway, escritor, Jimi Hendrix, músico e guitarrista, Hermann Hesse, escritor, John Keats, poeta, Patrick Kroupa, escritor e hacker, Bill Lichtenstein, cineasta e jornalista, Vivien Leigh, atriz, Abraham Lincoln, presidente estadunidense, Gustav Mahler, músico, Kristy McNichol, atriz, Edvard Munch, pintor, Isaac Newton, cientista, Florence Nightingale, enfermeira, Georgia O’Keeffe, artista plástica, Ozzy Osbourne, músico e cantor, Sylvia Plath, poetisa, Charlie Parker, músico, Edgar Allan Poe, escritor, Jackson Pollack, pintor, Trent Reznor, músico, Robert Schumann, compositor, Sting, músico, Mark Twain, escritor, Alfred, Lord Tennyson, escritor, Vincent Van Gogh, pintor, Tennessee Williams, escritor, Fernando Pessoa, poeta, e outros... Para saber mais a respeito:
LARA, Diogo – Temperamento forte e
bipolaridade – Ed, Revolução de idéias, 7ª edição, 2006. |
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Claudete Silvia
de Oliveira Mello Área Social claudete@machadoc.com.br |
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