Newsletter nº 296  -  Ano VII  -  20 de Dezembro de 2007

 

    

FILÃO NO MERCADO IMOBILIÁRIO

     Nos últimos 20 anos a inflação, as altas taxas de juros, o baixo crescimento econômico resultaram na escassez de financiamento habitacional, e acabaram por inibir a demanda por imóveis. Para se ter uma idéia no ano de 1980 o Sistema Financeiro de Habitacional (SFH) financiou 627 mil unidades, enquanto que em 2002 apenas 29 mil foram financiadas.

    A reação do setor imobiliário nacional iniciou no ano de 2003, com o melhor desempenho da economia e se fortaleceu ainda mais a partir de julho/2005, quando o Banco Central brasileiro inicia o processo de redução da taxa SELIC, à época cotada em 20% ao ano.

    O resultado disto foi notado já no ano de 2006, com o financiamento de 116 mil unidades habitacionais, o dobro dos financiamentos de 2005.

    O ano de 2007 está sendo ainda mais positivo para o setor. A estabilidade econômica proporcionou a continuidade da queda da taxa de juros, ambiente que ocasionou o aumento dos prazos para financiamento e a conseqüente diminuição do valor da prestação, possibilitando uma redução da renda mínima exigida para o financiamento imobiliário. Assim, uma parcela maior da população se qualificou para aquisições.

    Somado a isto, a população brasileira é jovem. De acordo com o IBGE, 45% da população brasileira têm entre 15-39 anos, faixa etária potencial para aquisição do primeiro imóvel.

    Algo que bem demonstra o potencial e as apostas no setor são os números de IPO´s – processos de abertura de capital. De 2005 a outubro de 2007 foram 21 aberturas de capital, que levantaram um total de 13 bilhões de reais, utilizados para financiar o crescimento das empresas do setor, sobretudo aquisição de terreno e financiamento de capital de giro.

    E as perspectivas para 2008 são ainda melhores. A combinação entre continuidade de queda nas taxas básicas de juros, o aumento real da renda da população brasileira e o alargamento dos prazos para financiamento aumentará a oferta de crédito imobiliário e qualificará uma parcela mais ampla da população à aquisição de imóvel.

    Para aproveitar este bom momento do setor imobiliário não é preciso ter uma construtora ou incorporadora. Basta lembrar que a infra-estrutura, de um modo geral no Brasil, anda sempre a reboque do crescimento. Logo, o aumento dos lançamentos ocasionará escassez e pressão nos preços de produtos, equipamentos e matéria prima para construção civil. Quem apostar em negócios vinculados à construção civil, a moradia para baixa renda, certamente colherá bons frutos no curto prazo.  

 

 

 

 

  Rafael Hoerbe Soares
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