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Newsletter nº 315 - Ano VIII - 20 de Maio de 2008 |
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GOVERNANÇA CORPORATIVA
A Governança Corporativa teve sua origem no inicio dos anos 90, nos Estados Unidos e Inglaterra, com o intuito principal de proteger os acionistas e investidores dos atos arbitrários da diretoria das organizações, falhas no planejamento estratégico e até o mal uso de informações privilegiadas, onde focados no resultado de curtíssimo prazo, não se media atitudes para atingi-los (e aos seus bônus consequentemente). No Brasil a evolução do tema ocorreu na segunda metade da década de 90. Com a onda de privatizações e a crescente globalização da economia foi ditada a necessidade das organizações modernizarem e profissionalizarem seus conselhos de administração e acionistas e regularem a interação com os profissionais da empresa (CEO e Diretorias) e o mercado em que esta inserida. Segundo o IBGC[1] (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), Governança Corporativa é o sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas envolvendo os relacionamentos entre Acionista-Cotistas, Conselho de Administração, Diretoria e Auditoria Independente e Conselho fiscal. As boas praticas de Governança corporativa tem a finalidade de aumentar o valor da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir para sua perenidade. Atualmente é regida por quatro princípios básicos, onde esta alicerçada todo o trabalho da boa governança, quais sejam: Transparência – A administração deve cultivar e permear (interna e externamente) a política da boa comunicação, onde não esteja resumida a performance financeira ou comercial, mais sim de todas as diretrizes que norteiam o negócio. Equidade – Este principio refere-se à igualdade no tratamento de todos os grupos, sejam majoritários ou minoritários e os stakeholders[*], protegendo a todos de qualquer política discriminatória. Accountability (Prestação de Contas) – Como o próprio principio diz, refere-se a prestação de contas de todo e qualquer ato da direção da organização ao acionistas ou conselheiros que o elegeram. Responsabilidade corporativa – Este principio surgiu da necessidade dos executivos e diretores trabalharem com a visão de longo prazo, mantendo sempre o foco nos princípios da empresa e a sua responsabilidade enquanto gestor, com o desenvolvimento da empresa, dos funcionários, do meio ambiente e de toda a sociedade que esta inserida. Conselho de Administração, Conselho Familiar, Conselho de Acionistas, Auditoria Independente, Acordo Societário, Protocolo Familiar. Estes e outros temas que envolvem o assunto em epigrafe, serão trabalhados nos próximos informativos em função da sua complexidade e vastidão, afinal a ligação deste tema e as empresas familiares e o seu processo sucessório estão umbilicalmente ligados, e toda a evolução do tema será conduzido dentro deste propósito. Preparar a sucessão na empresa familiar é decisão fundamental para a continuidade da sua organização. Sempre atenta às necessidades do mercado e dos seus clientes, a Machado e Consultores está preparando para o mês de agosto do corrente ano uma palestra específica sobre este tema, contando com a presença das maiores autoridades brasileiras no assunto.
[*] Partes Interessadas, como clientes, fornecedores, colaboradores, acionistas e o governo. [1] www.ibgc.org.br
“ O texto acima é de exclusiva responsabilidade do colaborador.” |
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Octavio
Ormerod Jr.
Gerente de Negócios octavio@machadoc.com.br |
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