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Newsletter nº 322 - Ano VIII - 15 de Julho de 2008 |
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CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO INVESTIMENTO EM TÍTULOS
A operação de investimento em títulos pressupõe basicamente um agente econômico possuidor de recursos líquidos disposto a transferi-los a outro agente que os necessite no momento. Todo investidor busca a otimização de três aspectos básicos em um investimento: retorno, prazo e proteção. Ao avaliá-lo, portanto, deve estimar sua rentabilidade, liquidez e grau de risco. A rentabilidade é sempre diretamente relacionada ao risco. Ao investidor cabe definir o nível de risco que está disposto a correr, em função de obter uma maior ou menor lucratividade. O investimento em títulos abrange aplicações em ativos diversos, negociados no mercado financeiro (de crédito), que apresentam características básicas com referência a renda variável ou fixa. A renda é fixa quando se conhece previamente a forma do rendimento que será conferida ao título e seu prazo de resgate. Nesse caso, o rendimento pode ser pós ou prefixado, como ocorre, por exemplo, com o certificado de depósito bancário. A renda variável será definida de acordo com os resultados obtidos pela empresa ou instituição emissora do respectivo título, como por exemplo, ações. As ações são títulos de renda variável, emitidos por sociedades anônimas, que representam a menor fração do capital da empresa emitente. Podem ser escriturais ou representadas por cautelas ou certificados. O investidor em ações é um co-proprietário da sociedade anônima da qual é acionista, participando dos seus resultados. As ações são conversíveis em dinheiro, a qualquer tempo, pela negociação em bolsas de valores ou no mercado de balcão. A rentabilidade das ações e variável. Parte dela, composta de dividendos ou participação nos resultados e benefícios concedidos pela empresa, advém da posse da ação; outra parte advém do eventual ganho de capital na venda da ação. Investir é gastar o seu capital em seu nome, com o propósito de aumentar a sua receita mais do que o depósito em uma conta corrente poderia lhe render. A variedade de investimentos disponíveis é grande e a seleção depende do estilo de cada investidor. Mas é preciso diversificar para diminuir o risco. Entre os investimentos temos a caderneta de poupança, fundos de investimento, imóveis, ações, títulos públicos, títulos de capitalização, commodities, moedas, derivativos (índices, contratos futuros, etc.), investimentos no exterior por meio de fundos específicos, dentre outros. Mas a nossa abordagem refere-se aos investimentos em títulos. A base de todo investimento para quem deseja investir e se orientar pelas três características básicas dos investimentos e pelo seu estilo pessoal como investidor. As características básicas são:
No Retorno devemos em primeiro lugar levar em consideração a remuneração esperada dos recursos transferidos. Esta remuneração, normalmente expressa por uma taxa de retorno, ou de juros, representa o custo de oportunidade do emprestado, avaliado no momento em que este abre mão de seu consumo presente em favor de um consumo futuro. O Retorno de um investimento está diretamente vinculada à sua segurança e liquidez, em uma ordem inversamente proporcional. Em geral, ninguém se arrisca em troca de nada, e correr riscos depende sempre do que se tiver a ganhar. Investimentos de alta rentabilidade, geralmente, oferecem uma margem de segurança reduzida. Correr o risco ou não depende muito do quanto se tem para investir, de quanto será destinado ao investimento e do perfil do investidor. Por quanto mais tempo o dinheiro ficar indisponível, maior deverá ser a retorno oferecido pelo investimento. Nesse aspecto, o que pesa na decisão do investidor não é o montante a ser investido nem a sua ousadia para enfrentar os riscos do mercado, mas, sim, a sua previsão de utilização do dinheiro. De acordo com isso, o investidor poderá escolher entre investimentos que necessitem indisponibilizar o dinheiro por longo, médio ou curtos prazos, com rendimentos respectivamente decrescentes, ou poderá, ainda, escolher um investimento com alta liquidez. O Risco esta relacionado imediatamente ao retorno, diz respeito à segurança da aplicação, ou, de maneira inversa, ao seu nível de risco. Do ponto de vista do possuidor de recursos líquidos, o risco pode ser dividido em dois tipos básicos: Risco de falência ou inadimplência do agente captador dos recursos. Pode ser avaliado através de procedimentos analíticos do tipo analise fundamentalista, onde são apreciados os aspectos econômicos e financeiros do tomador dos recursos para inferir sua capacidade de honrar seus compromissos assumidos. No Brasil, o governo, através do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários, oferece garantias substanciais às aplicações em títulos e no caso do mercado de ações, subsidiando boa parte do risco através de incentivos fiscais. Risco de mercado ou de perda de capital por variações nos preços dos títulos. E o risco de mercado ou perda de capital, o investidor em títulos ou valores mobiliários pode obter satisfatória avaliação através da variância de seus preços ou retornos passados. Assim, quanto mais oscilante o desempenho dos retornos de um título no passado em torno do seu ponto médio, menor a confiança do aplicador em admitir que o retorno médio seja uma boa aproximação do que ele espera obter no futuro. A liquidez está contida no risco. A liquidez de um título esta refletida nas suas variações relativas de preço, ficando, desta forma, sua apreciação como um complemento a análise do risco de mercado. A liquidez costuma-se ser apreciada através do aspecto do investimento pelos indicadores onde se tem a existência de um mercado organizado para o título onde tenham livre curso a oferta e demanda. Por exemplo, um investimento de curto prazo tem alta liquidez, pois o dinheiro fica indisponível por pouco tempo, podendo ser resgatado de acordo com a necessidade. Mas as condições de um e de outro são diferentes e o investidor não pode ter idéias equivocadas a esse respeito. No curto prazo os investimentos são aqueles em que o dinheiro fica indisponível por um curto período de tempo. Durante o período contratado não se pode resgatar o investimento. Já os investimentos de alta liquidez não têm todos as mesmas características. Ações, por exemplo, podem ser uma péssima opção para quem necessite de recursos à curto prazo, uma vez que o momento em que se precisa do dinheiro nem sempre é o ideal para a venda das ações e o resgate do investimento. O investimento em ações pode ser de alta rentabilidade, desde que não se precise resgatá-las quando o mercado estiver em baixa para aquelas ações. A caderneta de poupança, por sua vez, também tem alta liquidez (basta ir ao caixa e sacar a quantia depositada), mas a rentabilidade mensal é baixa, podendo até ser menor do que a inflação do mês. Em síntese, as características básicas do investimento em títulos são especificações de eventos que influenciam, de alguma maneira, o retorno sobre a aplicação. Esta influência ocorre, basicamente, através de variações nos preços decorrentes do risco associado ao título, onde se incluem a liquidez como componente do risco de mercado.
Bibliografia: Introdução ao mercado de capitais – Castro, Helio Oliveira Portocarrero –editora IBMEC – 10ª edição – Rio de Janeiro – RJ Lair Ribeiro – www.brazilianvoice.com.br
“ O texto acima é de exclusiva responsabilidade do colaborador.”
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Irilene
Vieira
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