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Newsletter nº 328 - Ano IX - 18 de Maio de 2009 |
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GOVERNANÇA CORPORATIVA E A CRISE
MUNDIAL A
mudança do tempo nos negócios pode e é muitas vezes acompanhada de alterações
nos modos e relações, porém a finalidade de boa parte dos institutos
criados pela melhor prática administrativa permanecem. Logo a crise pode
demonstrar a necessidade de mudanças, que aperfeiçoem ou que amplifiquem
as formas, mas continua sempre a perseguir a sua finalidade. A
governança corporativa, de uma maneira genérica, pode ser definida como um
sistema no qual acionistas controladores realizam administração estratégica
de uma determinada empresa, atuando, sobretudo, nas matérias dirigidas aos
executivos de uma companhia. Atualmente,
entretanto, a governança corporativa passou a abarcar um nicho maior de
atividades envolvendo, além de executivos, relações entre acionistas,
majoritários e minoritários, credores, administradores, consumidores,
fornecedores, concorrentes, etc. O
aperfeiçoamento dos mecanismos de governança corporativa perfaz conseqüência
elementar da própria evolução do mercado, o qual, após fortalecimento do
comércio internacional, no fim dos anos 70, acabou por se tornar bastante
competitivo. Atualmente
as empresas são obrigadas a se inserirem em um processo de inovação contínuo
que compreende, além da captação das necessidades prementes do mercado,
um esforço de viés tecnológico praticamente constante, que busca na inovação
tecnológica vantagens competitivas. O
emprego de recursos em publicidade e marketing perfaz outro ponto que de
acordo com o produto ou serviço produzido e comercializado, pode vir a
constituir importante vantagem competitiva. Ocorre,
porém, que a implementação de tais esforços estratégicos, requer uma
grande mobilização de recursos o que força as companhias a compartilhar a
própria governança interna com inúmeros acionistas, os quais possuem os
mais diversos interesses. Tal conduta, muitas vezes acaba por dar origem a
conflitos de interesses clássicos, como, por exemplo, entre,
administradores e controladores. Os
administradores geralmente direcionam seus esforços na meta de construir
uma companhia forte e crescente, que tenha condições de assegurar seu
emprego e poder. Os controladores, por outro lado, se interessam por
maximizar o retorno de seus investimentos, o que pode, muitas vezes,
implicar na redução do próprio empreendimento. Tais
diferenças podem ocasionar divergências profundas na governança de uma
empresa, as quais podem ser agravadas por inúmeros outros conflitos que
envolvem o exercício empresarial, tais como conflitos entre: acionistas e
credores; entre credores antigos e novos; entre empresa, fornecedores e
clientes; entre outros. Por
certo tais conflitos e divergências têm um peso para a empresa e acabam
por repercutir de maneira negativa em sua vida econômica e financeira. O
local no qual todas estas discussões são realizadas dentro da corporação
é o conselho de administração. De
maneira teórica o conselho deve ser sempre refletir a distribuição de
poderes presentes em determinada companhia, funcionando como uma interface
entre acionistas, administradores, conselheiros fiscais, credores, auditores
e a sociedade. Reside
ai alguns péssimos exemplo de governança corporativa, ou quando muito da
total ausência dela, seja por fixação de bonus que não levam em
consideração os resultados ou exposições em demasia em posições
cambiais. Logo
onde as metas por si só desprezam as boas práticas e estão destoando do
resultado, de nada adiantará dizer que ao ótimo relacionamento
estabelecido entre esses agentes e as práticas que permitem a condução da
corporação à busca de suas metas, dá-se o nome de governança
corporativa, pois nesse caso pratica e conceito se distanciam da realidade. Assim,
o conselho, no exercício pleno da governança corporativa, deve manter-se,
embora representativo, independente dos poderes de controladores ou demais
acionistas. O conselho deve possuir um profundo padrão ético, tanto nas
condutas profissionais, quanto pessoais e, sobretudo, buscar equilíbrio
entre os inúmeros e contrapostos interesses empresariais. É importante,
ainda, realizar seus atos com o máximo de transparência possível,
respeitando os mandamentos legais, bem como, dentro dos limites colocados o
retorno aos acionistas.
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CHARLES MACHADO CEO charles@machadoc.com.br “ O texto acima é de exclusiva responsabilidade do colaborador.”
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