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Newsletter nº 329 - Ano IX - 25 de Maio de 2009 |
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ESSA
TAL SUSTENTABILIDADE.... Sabemos
que a escala da economia global está chegando aos limites com os quais o
planeta tem capacidade de arcar e desconfia-se que em alguns países ricos
como os Estados Unidos e o Reino Unido esse ponto já tenha ultrapassado.
Como o PIB não é preciso em informar se esse limite foi realmente
ultrapassado, estudiosos acadêmicos, monitorando outros potenciais
indicadores, como saúde, bem-estar e o estado do meio-ambiente criaram
medidas como o Índice de Bem-Estar Econômico Sustentável, o Indicador de
Progresso Genuíno, a Pegada Ecológica e o Índice do Planeta Feliz e
descobriram que o PIB é inversamente proporcional a eles, ou seja, à
medida que o PIB cresce, esses indicadores estabilizam-se ou caem. O desafio
é inverter esses indicadores, fazendo com que eles sigam uma linha paralela
ao do PIB. Como
nosso sistema econômico é baseado na corrida pelo crescimento econômico
acima de tudo, podemos estar muito próximos de um desastre ambiental e também
econômico. É preciso mudar. Temos que crescer, não apenas
quantitativamente, mas qualitativamente e estabelecer limites para a taxa de
consumo dos recursos do planeta, caso contrário o crescimento econômico
pode nos deixar mais pobres que ricos. A
sustentabilidade, tão propalada nos dias atuais, pode ser definida como uma
atividade economicamente viável, socialmente justa e ecologicamente correta
promovendo a
exploração de áreas ou o uso de recursos, naturais ou não, de forma a
minimizar ao máximo o impacto entre o meio ambiente e as comunidades humanas e toda a biosfera
que dele dependem para existir. Mesmo
nas atividades humanas altamente impactantes ao meio ambiente como a mineração,
a extração vegetal, a agricultura em larga escala; a fabricação de papel
e celulose e todas as outras, a prática da sustentabilidade revelou-se viável
e, em muitos deles, trouxe um fôlego financeiro extra. Cada vez mais
projetos empresariais que atendam aos parâmetros de sustentabilidade surgem nos mais
diversos pontos de nosso planeta com o intuito de revitalizar áreas antes
degradadas, melhorar a qualidade de vida das comunidades que vivem em torno
de grandes pólos industriais ganhando, naturalmente, a simpatia da
comunidade da região onde ela está inserida, transformando a forma de
viver de todos. A
exploração dos recursos com mais eficiência e com a garantia da
possibilidade de recuperação das áreas utilizadas é a espinha dorsal
para que a sustentabilidade seja uma prática aplicada com muito mais freqüência.
Preencher as necessidades humanas de recursos
naturais e garantir a continuidade da biodiversidade local,
além de manter, ou melhorar, a qualidade de vida das comunidades inclusas
na área de extração desses recursos é um desafio permanente que deve ser
vencido dia a dia. Para
isso, a sociedade deve ser chamada a participar e a erguer-se diante das ações
que degradem o ambiente a sua volta e consequentemente pioram a qualidade de
vida. Este é, e deve ser sempre, o primeiro compromisso de qualquer política
ou projeto que vise à adoção
de práticas sustentáveis
em qualquer setor ou comunidade, sem o qual o fracasso se manifestará
justamente no meio ambiente que se tentou proteger. De
uma forma simples, podemos afirmar que garantir a sustentabilidade de um
projeto ou de uma região determinada é dar garantias de que mesmo
explorada essa área continuará a prover recursos e bem estar econômico e
social para as comunidades que nela vivem por muitas e muitas gerações. A
lógica dos valores de um negócio deve, e certamente andará, a par e passo
com o caminhar de um mundo sustentável.
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"O texto acima é de exclusiva responsabilidade do colaborador.” |
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