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Newsletter nº 331 - Ano IX - 09 de Junho de 2009 |
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SINAIS,
DEBÊNTURES E IPO No
próximo dia 29 de junho ocorre, o primeiro IPO depois de quase um ano sem
qualquer operação de abertura de capital. Muito mais do que pelo seu
volume, pois o mesmo está estimado
A economia e a estruturação de negócios sejam eles novos ou não
acompanhará a par e passo cada manifestação da retomada do crédito,
indicando qual o caminho que empreendedores devem tomar. Outro
sinal ocorre com a procura das empresas na renegociação das suas debêntures,
fruto de Uma
alteração do cenário econômico, desenhado pela retração das receitas
no primeiro trimestre, uma vez que a crise deteriorou indicadores econômicos
e financeiros das companhias, causando o descumprimento de cláusulas
financeiras previstas nas emissões, o que pode em alguns casos levar a
antecipação do vencimento dos títulos. Em
boa parte dessas empresas o lajida, utilizado para cálculo dos índices
financeiros de debêntures, ficou fora das expectativas. Outro fator
considerado na renegociação é o fato do valor das debêntures ser em
alguns casos maior que o patrimônio líquido da empresa algo que dificulta
a renegociação. No
mesmo momento em que algumas empresas procuram a renovação de suas debêntures,
outras procuram nela a possibilidade de crédito mais barato. Afinal, a
queda dos juros básicos para patamares históricos de baixa tem estimulado
a procura por debêntures, que pagam rentabilidade muito mais alta que a
Selic. Fundos de pensão, gestoras de recursos e agora até pessoas físicas
(que ficaram com quase R$ 800 milhões na recente emissão dos papéis da
Oi) têm saído à procura desses papéis. É
evidente que para que tais operações ocorram o nível de exigência tem
sido bem maior, e nesse momento adoção de padrões contábeis
internacionais se edifica como estrada obrigatória nesses negócios. As razões
mencionadas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis para a integração
das regras contábeis aos padrões internacionais têm sido centradas nas
diferenças de critérios que levam a um custo extra e como uma dificuldade
a mais para a indispensável troca de informações entre as empresas
brasileiras e os investidores de outros países. Os padrões internacionais
de contabilidade (IFRS) desenvolvidos pelo International Accounting
Standards Board (IASB) têm se mostrado estritamente dependentes de
julgamentos e interpretações que as empresas têm de fazer a respeito das
condições macroeconômicas e setoriais em que ela se encontra. Além
disso, dependem de uma precisa definição de conceitos financeiros que até
agora não eram tratados na elaboração dos demonstrativos financeiros
brasileiros. Questões
ligadas à redução do valor dos ativos decorrente de mudanças nas
expectativas de mercado, redução no valor dos ativos para refletir o valor
de negociação desses ativos no mercado secundário e julgamento de algumas
condições para o efetivo reconhecimento de despesas são apenas alguns dos
exemplos. Cada
interessado lança luz sobre os dados da empresa sob a sua expectativa e
interesse, os investidores utilizam a medida de lucro para estabelecer os
dividendos a serem pagos e também buscam informações a respeito do
ambiente em que a empresa que investem se encontrará. Os executivos têm
uma expectativa sobre os negócios da empresa que não necessariamente
precisa ser passada aos atuais e potenciais investidores. Ao regulamentar a
incorporação de expectativas sobre o futuro do negócio nos números a
serem publicados, o conhecimento do IFRS se torna uma poderosa ferramenta
para a pesquisa de informações por parte dos investidores para diminuir
sua apreensão a respeito do retorno esperado de seus investimentos. Os
acionistas utilizam a medida de lucro para estabelecer o bônus a ser
concedido aos executivos, visando alinhar os interesses destas duas
importantes partes. Os executivos, ao definirem as expectativas sobre os negócios
da empresa e de suas unidades de negócios, terão o poder de definir seu bônus.
Esta definição pode levar a uma administração de resultados que deve ser
monitorada pelos representantes dos acionistas e da comunidade. Os
credores utilizam variadas medidas contábeis para definir cláusulas de
restrições a serem cumpridas em concessões de empréstimos. Assim como o
efeito descrito para os acionistas e para os investidores, os resultados
contábeis serão mais dependentes de julgamentos e interpretações que
podem ser divergentes e trazer questionamentos. O
destino a esse conjunto de dados, e de que maneira eles serão vistos como
informações vai depender do propósito de cada um, porém a única certeza
é de que a adoção dessas medidas passou a ser uma estrada obrigatória,
seja na busca de crédito mais barato ou na tentativa de atrair um novo sócio
ou parceiro. Dessa
forma longe estamos da visão simplista de ver o IFRS como uma simples
harmonização de regras contábeis, pois junto com a normatização ha um
conjunto de culturas não somente contábeis, mas precipuamente de praticas
de boa governança. A
Machado & Associados, põe luz sobre esses fatos, pois acredita que a
estruturação de qualquer negócio, passa pela uniformização das informações
objetivas e também pela maneira que comunicamos estas mesmas, aos entes
estatais, acionistas ou mesmo consumidores.
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CHARLES MACHADO CEO charles@machadoc.com.br “ O texto acima é de exclusiva responsabilidade do colaborador.”
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