Newsletter nº 332  -  Ano IX  -  16 de Junho de 2009

 

 

 

 

 

 

 

A CHINA NÃO É LOGO ALI

Faz-se exceção a Napoleão Bonaparte, à algumas décadas atrás, poucos eram os que arriscavam projetar um futuro promissor, para China, distante, incomunicável, desunida, comunista e indecifrável. Evidentemente que todos os jornais, revistas e sites econômicos provam que essa realidade mudou, a tal ponto que são poucos os setores econômicos brasileiros que não sofrem com a concorrência ou somente com a comparação com a potência chinesa. Tente por um instante com os dedos de uma mão identificar setores de nossa economia que permanecem indiferentes ao avanço chinês?

Logo a China, virou aquela velha máxima “decifra-me ou te devoro”. E não duvide, pois com um leve sorriso, nenhuma alteração de tom, eles avançam firmes e constantes, e logo o que devemos fazer é ter a percepção do vendedor de guarda chuvas, que no primeiro sinal de hipótese de chuva sai a vender seu útil produto. 

Dessa maneira, assistimos a marcha constante no aumento da participação chinesa nas prateleiras, casas e empresas por todo o mundo. Isso porque os produtos (muito mais baratos que os nacionais) começaram a movimentar milhões em vendas sem possibilidade de concorrência dos produtos nacionais, ainda que pese a tradicional dinâmica do empresário  brasileiro em se adaptar as mudanças.

O que antes eram apenas as lanternas vermelhas, logo passou a ser uma luz amarela acesa, e hoje passa à ser um farol em sentido contrário, que de forma insistente permanece a atrapalhar a nossa visão não somente do futuro, mas sim de como sermos agentes negociais nesse novo tempo.

Saber ler o papel da sua empresa nesse horizonte foi o que permitiu ao Wall Mart, crescer na contramão da economia americana na última década, identificando parceiros chineses no fornecimento de mercadorias, de tal maneira que no fim de 2007, 60% de tudo que foi vendido na maior rede de lojas do mundo tinha sido produzido na China.

As vantagens da produção da China são publicas, porém o que não é claro são seus padrões de qualidade, muitas vezes suspeitáveis, evidentemente que negócios não se constroem somente com um pré-conceito, mas sim com certezas que só surgem com quem de fato esta no jogo.

O que nos impressiona, nessa relação não é a sua dimensão, mas sim a velocidade com que os meios de produção e as referências qualitativas chinesas avançam. Como se pode ver, o caráter e as adjetivações vão ganhando novos tons, e no mundo global o que pode ser verde de um lado, quase sempre carrega o balanço de vermelho no outro.

Esse avançar acaba por construir novas referências e verdades, como se por exemplo o domínio absoluto da China, em setores em que ela não possui rivais, como no de peças e matéria-prima, como aparelhos eletrônicos de consumo e a fabricação de Pc’s, uma vez que a cadeia de suprimentos inteira se concentra na Ásia.

Desta forma, podemos, apesar da erosão das vantagens de preço vislumbradas ultimamente, afirmar que, para alguns setores, ainda é insuperável a vantagem de produção na China.

Por outro lado, temos que sopesarmos as referências e fazermos das características e dificuldades, desafios propositivos para o crescimento, afinal uma China com grandes necessidades em alguns setores e, portanto, um excelente mercado para exportação de produtos e de parcerias comerciais com base no Brasil. Um bom exemplo para esse novo mercado está baseada na agricultura e em gêneros industrializados da cadeia alimentar. Com relação à agricultura, a China possui apenas 2% de sua área disponível para agricultura, o que, de longe, é insuficiente para atender a demanda de sua população, fato este que obriga a China a importar, apenas do Brasil, 37 milhões de toneladas de soja em 2008.

Este fato já fez com que um grupo de agricultores do leste chinês comprassem terras no Brasil para produzir soja e exportar para China. “Sentimos que o mercado é enorme. Primeiro, o Brasil goza do clima e das terras mais favoráveis que o nordeste da China, principal zona produtora de soja do país, o que rende uma produção de melhor qualidade. Segundo, o gasto de transporte do Brasil para a China é de aproximadamente US$ 30 cada tonelada, quase igual à despesa da soja produzida na nossa província", disse Zhu Zhangjin, chefe do Partido Comunista da China da aldeia Huafeng em entrevista dada quando do anúncio da compra das terras. O empresário acrescentou que hoje não há mais muitas terras disponíveis para cultivo no país asiático.

Além da soja e de outros produtos agrícolas, a China carece de áreas para criação de gado e de suínos, bem como de empresas especializadas na industrialização alimentar. A possibilidade de parcerias e de exportação não pára por aí, existe uma gama enorme de produtos e parcerias a serem negociados com valor agregado, como frutas, verduras, aves, suínos e lácteos além de vinho (nova coqueluche entre os chineses) e até mesmo, água.

Mas nem tudo são oportunidades nesse intercâmbio comercial. É preciso estar muito bem assessorado para não haver problemas futuros. No caso de uma parceria para produção na China, é imprescindível que a empresa brasileira saiba da saúde financeira, da idoneidade, bem como da qualidade dos produtos fabricados pela chinesa, e isso, não é fácil. Podemos citar de cara dois grandes entraves de negociação: primeiro, a distância (a China fica há 22 horas de vôo do Brasil) e a segunda, a língua, uma vez que mesmo nos círculos empresariais o inglês é pouco falado. Por outro lado, identificar parcerias interessadas em investir em empresas aqui no Brasil pode se transformar em uma “arapuca” para empresários brasileiros.

Por estes e outros motivos podemos dizer que é de suma importância ser bem assessorado na escolha do parceiro e na formatação da parceria, o que pode gerar uma enorme redução não só de risco, mas de tempo e, conseqüentemente, de custo, uma vez que há relatos de empresas que “namoraram” o mercado chinês por mais de 02 anos, mas, a falta de informações confiáveis e a complexidade da estruturação do negócio fizeram com que as mesmas desistissem de um mercado que apresenta, hoje, grandes probabilidades de rentabilidade, principalmente na estruturação de parcerias com investidores chineses aqui no Brasil.

E é justamente essa a proteção que a Machado & Associados oferece aos seus clientes quando da Estruturação de Parcerias Brasil-China. A identificação do melhor parceiro (tanto fornecedor quanto investidor), por sua equipe na Ásia, a garantia para ambas de contratos de longo prazo pautados na qualidade e agregação de valor, com redução de custo, ampliação de capacidade industrial, aumento da participação das exportações nas vendas, etc. é a premissa de nossas negociações, sempre com base a fomentar ao empresário a melhor oportunidade de negócio, com o menor risco possível.

 

Luciana Chang

luciana@machadoc.com.br

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