|
|
|||
|
|
Newsletter nº 334 - Ano IX - 01 de Julho de 2009 |
||
SUSTENTABILIDADE
E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
Quantos anos ainda distanciam as empresas da
sustentabilidade? Na opinião de especialistas e pesquisadores, é possível
falar em longo prazo. Mas ninguém sabe exatamente quanto tempo, eles apenas
estimam horizontes de Se levarmos em consideração que o tempo de vida de um alto
executivo nas empresas poucas vezes chega a mais de dois anos, o tempo dos
planejamentos estratégicos que normalmente é de Os resultados das pesquisas mostram que empresas percebem a
relevância da atuação sustentável, demonstradas através de ações
consistentes, mas, percebe-se também, que ainda há um longo caminho a ser
percorrido antes que o tema realmente integre os planejamentos estratégicos. O Instituto de Marketing Industrial (IMI) que constituído
por dirigentes e executivos de grandes e conceituadas empresas de diversos
setores da economia, realizou pesquisa diretamente com altos executivos de
empresas como Votorantim Celulose e Papel, Nestlé, Gerdal, Caraiba Metais,
Grupo Ultra (Ultragaz, Ipiranga, Oxiteno, Ultracargo), entre outras. O foco
das conversas foi o estágio em que se encontram as ações relacionadas à
sustentabilidade no planejamento estratégico das companhias. O levantamento mostrou que 50% das empresas ainda são
insensíveis ao tema; 30% são sensíveis, mas não desenvolvem ainda
atividades voltadas à sustentabilidade e apenas 20% têm um grau maior de
sensibilidade e envolvimento com ações sustentáveis - que privilegiam
efetivamente o bem-estar social e a preservação ambiental. As contribuições
foram dadas por representantes de diferentes setores, tais como o de papel e
celulose, energia, eletroeletrônicos, agrícola, metalúrgico, químico,
siderúrgico, têxtil, telecomunicações e acadêmico, entre outros. As ações de sustentabilidade, segundo o coordenador da
pesquisa, ainda têm caráter fragmentado, não considerando uma abordagem
integrada entre o econômico, o social e o ambiental. O que predomina é uma
visão imediatista com resultados de curto prazo. Em geral, a maior preocupação
é com o social, em decorrência da necessidade de aprovação da sociedade.
O ambiental não é visto como algo novo e nesta área identifica-se uma ênfase
maior em investimentos voltados a energia renovável e reutilização de água. Como conclusão, embora haja alguma integração entre esforços
de sustentabilidade e planejamento estratégico, a sinergia é parcial na
maior parte dos casos. O que se denota é que existe uma clara consciência da
necessidade de agir e de que a ação coordenada trará resultados mais
consistentes. Mas a geração que hoje comanda as empresas foi formada no
racional e ainda está procurando a melhor estratégia para lidar com o
intangível e o emocional - a realização e mensuração da eficácia das
atividades socioambientais. Hoje, as empresas estão conscientes de que não há como
ignorar a importância da sustentabilidade para o seu negócio, independente
do setor de atuação. Por isso, o discurso começa lentamente a
aproximar-se da prática. O comprometimento socioambiental, desde que legítimo,
passa a integrar a comunicação das companhias. Porém, a tendência é que
as ações tornem-se cada vez mais conhecidas dos diversos departamentos e
permeiem todas as frentes de negócios. A questão é avaliar o quanto este
processo será acelerado no curto e médio prazos. O certo é que quando a responsabilidade socioambiental é
conectada com o negócio é mais simples incluí-la no planejamento estratégico.
Trata-se de um movimento que não pode mais andar para trás e que, para ser
verdadeiro, tem que ser exercitado de dentro para fora.
|
|||
|
Vanessa de Carvalho Bonafé
“O texto acima é de exclusiva responsabilidade do colaborador." |
|||
|
São Paulo: Rua Haddock Lobo, 337 - 5º Andar - Cerqueira Cesar - CEP: 01414-001 - Fone/Fax: (11) 3257-8237 Florianópolis: Av. Hercílio Luz, 1395 - sl. 02 - Centro - CEP: 88020-001 - Fone/Fax: (48) 3232-8700 www.machadoc.com.br - E-mail: machado@machadoc.com.br |
|||
|
|||