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Newsletter nº 337 - Ano IX - 23 de Julho de 2009 |
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INTANGÍVEIS COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO É
consenso entre as empresas e os executivos que procurar novos focos para gerar
crescimento, de forma a satisfazer os mais exigentes
acionistas é tarefa tão necessária, quanto árdua. Fato é que são
poucas as empresas que têm conseguido gerar, de forma consistente e contínua,
margens de crescimento satisfatórias. Nesse
conturbado e acirrado mercado, é obrigação da administração da empresa
criar estratégias e mecanismos para que isso seja possível, usando o mínimo
de recursos. O grande problema é a concorrência, que
compete pelos recursos escassos de mercado e de fidelização do consumidor.
Por outro lado, a administração ainda enfrenta o crivo dos analistas de
mercado e investidores que julgam as estratégias dessas empresas, impondo,
a cada dia, um desafio de melhorar a performance das mesmas. Nesse conjunto
de agentes delimitadores da “vitória” ou “derrota” de uma organização
em determinado momento do mercado, ainda existem outras influências, como a
mídia, capaz de potencializar (para o bem ou para o mal) cada ato de uma
administração. Ou
seja: a sobrevivência fica mais difícil a cada dia, porque de um lado
imposições de qualidade, sustentabilidade, governança, tecnologia etc.
fazem as empresas ficarem cada vez mais reféns de investimentos
aparentemente sem retorno e cada vez mais parecidas em propostas de valor e,
de outro, a certeza de que só a diferenciação e a inovação são capazes
de trazer vantagem competitiva sustentável às empresas. Cada vez torna-se mais difícil buscarmos estratégias
que construam valor em mercados maduros, estagnados ou saturados.
Mas, aos poucos, executivos e empresários tem verificado uma possibilidade
extremamente real de se criar valor nesse tipo de mercado. A
gestão dos ativos intangíveis das corporações,
tais como marcas, inovação, sustentabilidade, governança, modelo de gestão,
tecnologias, capital intelectual, conhecimento corporativo, networking e
excelência na gestão de relacionamentos com clientes/consumidores e demais
setores do mercado. Esses
ativos são os verdadeiros diferenciais competitivos e cada empresa deve
saber fazer uso estratégico deles para sobreviver e prosperar. Ou seja, são
os geradores de valor de médio e longo prazo. Esse conjunto de ativos já
hoje, em muitos setores, possui maior valor que os chamados ativos tangíveis.
É o caso de setores como moda, tecnologia, internet, varejo, serviços, educação,
farmacêutico, que cada vez mais vêm se tornando também
altamente representativos em setores da indústria em geral e no setor
financeiro. A
administração e mensuração desse diferencial competitivo torna-se
indispensável uma vez que, as empresa terão de se adequar às normativas
do IFRS (International Financial Reporting Standards), publicando seus balanços
e contabilizando de forma discriminada e valorada seus ativos intangíveis.
E o balanço de 2010 deverá ser comparativo ao de 2009, que não precisará
ser publicado, mas precisará ser construído. Ou seja, transparência e
comunicação transparente também serão prerrogativas dos ativos intangíveis. Isso
se torna um grande desafio, uma vez que a maioria das empresas sequer
compreende a natureza desses ativos ou os modelos sistêmicos de gestão e
acompanhamento para eles, que, via de regra, pouco agrega a outras
ferramentas de gestão estratégica, orçamento e performance das empresas. A
questão é que boa parte das empresas trata seus intangíveis de forma
desconectada de sua visão de valor, atribuindo a ele alto viés de custo e
despesa, o que acaba fazendo com que os executivos responsáveis por seu
rumo estratégico cometam enormes erros ao cortarem verbas e programas
focados na construção de competitividade e diferenciação a partir destes
ativos. Enfim, é na marca, no conhecimento, no modelo de negócios,
na tecnologia, no capital intelectual, na rede de relacionamentos e em
tantos outros ativos de caráter intangível, nas ações de
sustentabilidade, que
a estratégia de médio e longo prazo das empresas deve se pautar, a fim de
possibilitar que a empresa tenha mais chances de sucesso rumo aos desejados
crescimento e reconhecimento. Ou seja, competitividade a partir de vantagens
sustentáveis, de real valor percebido pelos clientes e demais agentes de
mercado. Num cenário em que tudo caminha para a comoditização, cabe ao
gestor responder como criar a diferenciação para se destacar diante à
concorrência. E essa resposta está baseada na otimização da gestão dos
ativos intangíveis. E
você, executivo, empresário, sabe o valor de seus ativos intangíveis? Não!?
Então, já passou da hora de mensurá-los, não acha? |
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Vanessa de Carvalho Bonafé
“O texto acima é de exclusiva responsabilidade do colaborador." |
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