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Newsletter nº 338 - Ano IX - 31 de Julho de 2009 |
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CHINESES: ELES CHEGARAM Tal como num poema intitulado a Maiakowiski, os
chineses vão lentamente tornando-se parte do nosso dia a dia, seja na nossa
relação como os produtos de consumo, ou mais recentemente pela aquisição
de empresas brasileira. Para se ter uma dimensão faça um simples exercício,
pare a leitura do texto e procure ao seu redor vestígios da manufatura
Chinesa, pode começar pelo monitor de onde você lê esse artigo, veja a
procedência do mesmo e de onde vem suas peças? Se você acredita que o
termo Zona Franca de Manaus lhe basta percorra a sua vista pela sala, veja a
caneta, os aparelhos de ar condicionado, tente imaginar um grau de
nacionalização de cada item desse. Ta certo você pode responder isso é
fruto da globalização, o que aliás é uma resposta excelente, pois nos
leva do nada ao lugar nenhum, sim pois põe a culpa em um terceiro que
lamentavelmente nunca esta próximo para se defender, ou alguém já
assistiu a uma defesa em debate da sra. Globalização? O fato é que dificilmente você conseguira
estar em um ambiente com mais de 10m2 sem a presença oriental, ou se
preferir procure em suas peças de roupa, eles já chegaram sim, sem alarde
e lentamente estão tomando conta de tudo. Num mundo multipolar a presença deles torna-se
obrigatória, mas o que interessa a nós é como fazer parte disso, não da
maneira do empresário que olha somente o seu próprio umbigo, pois para
esse a importação é o único caminho ainda que a mesma possa significar o
empobrecimento do seu mercado, afinal a simples importação é antes de
mais nada, a importação de desemprego, que trás como conseqüência o
aumento de violência e como resultante o aumento do custo segurança, e
isso se torna um ciclo vicioso. Logo a participação desse mercado, pressupões
sempre uma leitura estratégica de leitura de longo prazo, com ações no
curto, do contrário estaremos trilhando um curtíssimo caminho empresarial,
onde o sucesso dos números nem sempre corresponde ao custo pessoal desse
mesmo sucesso. Se no primeiro momento fomos importadores de
quinquilharias, no segundo passamos a exportadores de matérias primas e
assistimos ao vertiginoso crescimento da participação oriental no nosso
dia a dia, tal como percebemos no exercício acima, porém o que começamos
a ver é um processo nunca dantes pensado, o da compra de empresas
brasileiras por chinesas. No primeiro momento de mineradoras e produtoras
de comodities, no entanto agora começamos a ver que o único critério de
aquisição doravante é o de garantia de mercado estratégico, pela aquisição
de reservas de matéria prima ou de contratos alongados de alimentos, ou de
aquisição de mercados. Um bom exemplo da aquisição de empresas para
adquirir e assegurar mercado nos processos de expansão é o da aquisição
da brasileira Kasinsky, do lendário empresário Abraham Kasinsky, fundador
da Cofap, pela chinesa Zongshen, um dos maiores fabricantes de motocicletas
da China, com capacidade para produzir 60.000 motos, o grupo brasileiro com
a injeção de capital chinesa passará a produzir 540.000, ou seja nasce em
solo brasileiro, um gigante amarelo capaz de faturar mais de R$ 2 bilhões,
resta saber qual será o índice de nacionalização dessas motocicletas. Esse é apenas um passo dos muitos que ainda estão
para serem trilhados pelos chineses no Brasil, o que antes era lento e tranqüilo,
passa dia a dia à ser rápido e indiscreto, ainda que cercado de um sorriso
quase sempre amigo. Ao temos a certeza de Viver em um mundo
multipolar onde tanto os EUA como a China não são suficientemente grandes
para exercer individualmente uma liderança econômica mundial. Cabe a cada
empresário desvendar o seu papel de ator. O fato é que as notícias nos levam a impressão
de que a China tem a intenção de comprar o mundo. E tudo, absolutamente
tudo, indica que sim. Apenas em junho e julho, companhias chinesas que vão
da refinaria de petróleo Segundo os jornais, o estoque total de
investimentos externos da China, de US$ 170 bilhões, representa apenas um
trigésimo do capital que os Estados Unidos gastaram em fábricas
estrangeiras, imóveis e outros ativos. Mas os chineses definitivamente estão
colocando em movimento sua máquina de fazer negócios. Os investimentos
internacionais da China dobraram no último ano, para US$ 52 bilhões, e os
planejadores econômicos do governo chinês preveem um aumento de 13% neste
ano, apesar da ligeira desaceleração da economia no primeiro trimestre. Na
crise, "os preços estão ficando melhores", afirma Daniel H.
Rosen, sócio da consultoria Rhodium Group de Nova York e autor de um estudo
recente sobre os investimentos externos da China. "Isso cria
oportunidades para a China comprar barato." O governo chinês também
está facilitando as compras fora do país. E companhias de fora do setor de
energia estão correndo para os mercados internacionais para adquirir
capacitação em design e engenharia. A Machado tem nos últimos anos aprofundado seus
trabalhos na China, para ser ao empresário brasileiro e chinês a ponte de
bons negócios, pois o desafio esta lançado, e não tem como a eles
ficar-se neutro, pois o silêncio impõe a aceitação das condições
impostas.
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Luciana Chang "O texto acima é de exclusiva responsabilidade do colaborador.” |
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