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Newsletter nº 340 - Ano IX - 12 de Agosto de 2009 |
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ESTOQUES
- PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 16 – Parte 2 O
custo dos estoques de itens que não são normalmente intercambiáveis e de
bens ou serviços produzidos e segregados para projetos específicos deve
ser atribuído pelo uso da identificação específica dos seus custos
individuais. A
identificação específica do custo significa que são atribuídos custos
específicos a itens identificados do estoque. Este é o tratamento
apropriado para itens que sejam segregados para um projeto específico,
independentemente de eles terem sido comprados ou produzidos. Porém, quando
há grandes quantidades de itens de estoque que sejam geralmente intercambiáveis,
a identificação específica de custos não é apropriada. Em tais circunstâncias,
um critério de valoração dos itens que permanecem nos estoques deve ser
usado. O
custo dos estoques, que não sejam os tratados nos itens anteriores, deve
ser atribuído pelo uso do critério Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair (PEPS)
ou pelo critério do custo médio ponderado. A entidade deve usar o mesmo
critério de custeio para todos os estoques que tenham natureza e uso
semelhantes para a entidade. Para os estoques que tenham outra natureza ou
uso, podem justificar-se diferentes critérios de valoração. Por
exemplo, os estoques usados em um segmento de negócio podem ter um uso para
a entidade diferente do mesmo tipo de estoques usados em outro segmento de
negócio. Porém, uma diferença na localização geográfica dos estoques
(ou nas respectivas normas fiscais), por si só, não é suficiente para
justificar o uso de diferentes critérios de valoração do estoque. O
critério PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair) pressupõe que os
itens de estoque que foram comprados ou produzidos primeiro sejam vendidos
em primeiro lugar e, consequentemente, os itens que permanecerem em estoque
no fim do período sejam os mais recentemente comprados ou produzidos. Pelo
critério do custo médio ponderado, o custo de cada item é determinado a
partir da média ponderada do custo de itens semelhantes no começo de um
período e do custo dos mesmos itens comprados ou produzidos durante o período.
A média pode ser determinada em base periódica ou à medida que cada lote
seja recebido, dependendo das circunstâncias da entidade. Valor realizável líquido O
custo dos estoques pode não ser recuperável se esses estoques estiverem
danificados, se se tornarem total ou parcialmente obsoletos ou se os seus
preços de venda tiverem diminuído. O custo dos estoques pode também não
ser recuperável se os custos estimados de acabamento ou os custos estimados
a serem incorridos para realizar a venda tiverem aumentado. A prática de
reduzir o valor de custo dos estoques (write down) para o valor
realizável líquido é consistente com o ponto de vista de que os ativos não
devem ser escriturados por quantias superiores àquelas que se espera que
sejam realizadas com a sua venda ou uso. Os
estoques devem ser geralmente reduzidos para o seu valor realizável líquido
item a item. Em algumas circunstâncias, porém, pode ser apropriado agrupar
unidades semelhantes ou relacionadas. Pode ser o caso dos itens de estoque
relacionados com a mesma linha de produtos que tenham finalidades ou usos
finais semelhantes, que sejam produzidos e comercializados na mesma área
geográfica e não possam ser avaliados separadamente de outros itens dessa
linha de produtos. Não é apropriado reduzir o valor do estoque com base em
uma classificação de estoque, como, por exemplo, bens acabados, ou em todo
estoque de determinado setor ou segmento operacional. Os prestadores de
serviços normalmente acumulam custos relacionados a cada serviço para o
qual será cobrado um preço de venda específico. Portanto, cada um desses
serviços deve ser tratado como um item em separado. As
estimativas do valor realizável líquido devem ser baseadas nas evidências
mais confiáveis disponíveis no momento em que são feitas as estimativas
do valor dos estoques que se espera realizar. Essas estimativas devem levar
em consideração variações nos preços e nos custos diretamente
relacionados com eventos que ocorram após o fim do período, à medida que
tais eventos confirmem as condições existentes no fim do período. As
estimativas do valor realizável líquido também devem levar em consideração
a finalidade para a qual o estoque é mantido. Por exemplo, o valor realizável
líquido da quantidade de estoque mantido para atender contratos de venda ou
de prestação de serviços deve ser baseado no preço do contrato. Se os
contratos de venda dizem respeito a quantidades inferiores às quantidades
de estoque possuídas, o valor realizável líquido do excesso deve
basear-se em preços gerais de venda. Podem surgir provisões resultantes de
contratos firmes de venda superiores às quantidades de estoques existentes
ou de contratos firmes de compra em andamento se as aquisições adicionais
a serem feitas para atender a esses contratos de venda forem previstas com
base em valores estimados que levem à situação de prejuízo no
atendimento desses contratos de venda. Tais provisões devem ser tratadas de
acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 25 – Provisão e Passivo e Ativo
Contingentes. Os
materiais e os outros bens de consumo mantidos para uso na produção de
estoques ou na prestação de serviços não serão reduzidos abaixo do
custo se for previsível que os produtos acabados em que eles devem ser
incorporados ou os serviços em que serão utilizados sejam vendidos pelo
custo ou acima do custo. Porém, quando a diminuição no preço dos
produtos acabados ou no preço dos serviços prestados indicar que o custo
de elaboração desses produtos ou serviços excederá seu valor realizável
líquido, os materiais e os outros bens de consumo devem ser reduzidos ao
valor realizável líquido. Em tais circunstâncias, o custo de reposição
dos materiais pode ser a melhor medida disponível do seu valor realizável
líquido. Em
cada período subseqüente deve ser feita uma nova avaliação do valor
realizável líquido. Quando as circunstâncias que anteriormente provocaram
a redução dos estoques abaixo do custo deixarem de existir ou quando
houver uma clara evidência de um aumento no valor realizável líquido
devido à alteração nas circunstâncias econômicas, a quantia da redução
deve ser revertida (a reversão é limitada à quantia da redução
original) de modo a que o novo montante registrado do estoque seja o menor
valor entre o custo e o valor realizável líquido revisto. Isso ocorre, por
exemplo, com um item de estoque registrado pelo valor realizável líquido
quando o seu preço de venda tiver sido reduzido e, enquanto ainda mantido
em período posterior, tiver o seu preço de venda aumentado. Reconhecimento como despesa no resultado Quando
os estoques são vendidos, o custo escriturado desses itens deve ser
reconhecido como despesa do período em que a respectiva receita é
reconhecida. A quantia de qualquer redução dos estoques para o valor
realizável líquido e todas as perdas de estoques devem ser reconhecidas
como despesa do período em que a redução ou a perda ocorrerem. A quantia
de toda reversão de redução de estoques, proveniente de aumento no valor
realizável líquido, deve ser registrada como redução do item em que for
reconhecida a despesa ou a perda, no período em que a reversão ocorrer. Alguns
itens de estoques podem ser transferidos para outras contas do ativo, como,
por exemplo, estoques usados como componentes de ativos imobilizados de
construção própria. Os estoques alocados ao custo de outro ativo devem
ser reconhecidos como despesa durante a vida útil e na proporção da baixa
desse ativo. Divulgação As
demonstrações contábeis devem divulgar:
(a) as políticas contábeis adotadas na mensuração dos
estoques, incluindo formas e critérios de valoração utilizados;
(b) o valor total escriturado em estoques e o valor registrado
em outras contas apropriadas para a entidade;
(c) o valor de estoques escriturados pelo valor justo menos os
custos de venda;
(d) o valor de estoques reconhecido como despesa durante o período;
(e) o valor de qualquer redução de estoques reconhecida no
resultado do período de acordo com o item 1 do Reconhecimento como despesas no resultado;
(f) o valor de toda reversão de qualquer redução do valor
dos estoques reconhecida no resultado do período de acordo com o item 1 do Reconhecimento
como despesa no resultado;
(g) as circunstâncias ou os acontecimentos que conduziram à
reversão de redução de estoques de acordo com o item 1 do Reconhecimento como despesa no resultado; e
(h) o montante escriturado de estoques dados como penhor de
garantia a passivos. A
informação relativa a valores contábeis registrados nas diferentes
classificações de estoques e a proporção de alterações nesses ativos
é útil para os usuários das demonstrações contábeis. As classificações
comuns de estoques são: mercadorias, bens de consumo de produção,
materiais, produto em elaboração e produtos acabados. O prestador de serviços
pode ter trabalhos em andamento classificáveis como estoque em elaboração.
O
valor do estoque baixado, reconhecido como despesa durante o período, o
qual é denominado frequentemente como custo dos produtos, das mercadorias
ou dos serviços vendidos, consiste nos custos que estavam incluídos na
mensuração do estoque que agora é vendido. Os custos indiretos de produção
eventualmente não-alocados aos produtos e os valores anormais de custos de
produção devem ser reconhecidos como despesa do período em que ocorrem,
sem transitar pelos estoques, dentro desse mesmo grupo, mas de forma
identificada. As circunstâncias da entidade também podem admitir a inclusão
de outros valores, tais como custos de distribuição, se eles adicionarem
valor aos produtos; por exemplo, uma mercadoria tem valor de venda maior na
prateleira do supermercado do que no depósito de distribuição dessa
entidade; assim, o custo do transporte do centro de distribuição à loja
de venda deve ser considerado como parte integrante do custo de colocar o
estoque em condições de venda; consequentemente, deve afetar o custo da
mercadoria. Algumas entidades adotam um formato para a demonstração de resultados que resulta na divulgação de valores que não sejam os custos dos estoques reconhecidos como despesa durante o período. De acordo com esse formato, a entidade deve apresentar a demonstração do custo das vendas usando uma classificação baseada na natureza desses custos, elemento a elemento. Nesse caso, a entidade deve divulgar os custos reconhecidos como despesas item a item, por natureza: matérias-primas e outros materiais, evidenciando o valor das compras e da alteração líquida nos estoques iniciais e finais do período; mão-de-obra; outros custos de transformação, etc.
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Sergio Segat
Consultor Contábil sergio@machadoc.com.br “ O texto acima é de exclusiva responsabilidade do colaborador.”
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