ARMADILHA
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O projeto de mini-reforma tributária que o governo quer ver aprovado até o final deste mês não passa de mais uma armadilha fiscal, garante o tributarista Charles Machado. Entende que a proposta de tornar não-cumulativo o PIS, permitindo a compensação dos valores pagos na aquisição de insumos com o tributo devido, em troca de uma alíquota maior de PIS, beneficiará somente as empresas com baixo valor agregado. No caso de prestadores de serviço, por exemplo, a majoração do tributo a recolher vai chegar a mais de 120%, pois nessas a alíquota proposta pelo governo passaria de 0,65% para 1,48%.

Acha que a proposta é um desestímulo à produção de produtos com alto valor agregado. Condena o país a priorizar produtos primários.

 

(nota veiculada no Diário Catarinense-DC, 

publicada pelo Colunista Cacau Menezes em 09/09/2002)

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